quinta-feira, 8 de setembro de 2016

15 DIAS VIAJANDO PELA SICÍLIA

— Histórico, fotos e registros importantes —
(você pode clicar nas fotos e ampliá-las)
Saímos do Rio de Janeiro em 18.08.2016 e chegamos a Palermo no dia seguinte. Ficamos hospedados no B&B Vacanza Palermitane, na Via Emerico Amari, 89 - Borgo Vecchio, que é muito bem localizado. A administradora é uma excelente profissional, simpática e afetiva. Tel. 39.3385423742.
Nota 1: Os B&Bs, na Europa, são excelente opção de hospedagem (alguns são lindos). Muito bem localizados, confortáveis, e administrados por pessoas competentes e bem treinadas, que dão dicas, sugestões, recomendações e alertas sobre o que deve ser evitado. Ao chegar às cidades, procure o (i) Informações Turísticas. (entre Eu65,00 e Eu100,00). É uma alternativa aos sites específicos, como booking.com, TripAdvisors.
Como sempre, fizemos aquele tour no ônibus vermelho, tradicional nas grandes cidades. É bom para quem chega cansado, ainda sob o efeito do jet lag. Aproveitamos esse passeio e descemos em Monreale, uma gracinha no alto de uma colina. Depois de conferir igrejas, teatros e museus, jantamos no excelente A´Cuncuma (via Judica, 21, entrada pela Via Maqueda). Optamos por um Menu Degustação, com vinhos sicilianos. O chef Vincenzo Pinto e dono do restaurante, depois de um início tímido, nos paparicou o tempo todo. Noite agradável, cozinha excelente a preços honestos.
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Na manhã seguinte pegamos o nosso C-3 Picasso e fomos em direção a Trapani, mas paramos para conhecer Montelepre (motivos afetivos), mas que não indicamos. Passamos ainda em Segesta, que também não recomendamos. Chegamos a Trapani e fomos ao (i) Informações Turísticas, como sempre fazemos e recomendamos. Lá, pegamos mapas, dicas e informações, além de apoio na escolha da hospedagem. Escolhemos o B&B lla Marina - Via Le Regina Elena, 4. Ele parece um charmoso convento. Jantamos num antigo palácio, hoje um B&B com restaurante no térreo. Boa comida, muito bem escoltada por um belo Nero D´Avola. Depois, fomos circular e chegamos a um local fervilhante chamado Mercado do Couscus. Rolava um show na praça em frente. A dupla usava o suporte sonoro-eletrônico de uma banda, e cantava as lindas canções napolitanas.
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Pegamos o carro no estacionamento de rua (gratuito) indicado pelo gerente do B&B e seguimos para Erice. A cidadela (amuralhada) fica no alto, do cimo, do cume, de um penhasco que avista-se de longe. A estradinha é coisa de doido. Nas curvas só passa um carro de cada vez (há opção de subir por funicular). Tomamos café expresso "lungo" e entramos pelas vielas com lojinhas, café e ateliês, e chegamos ao castelo, com uma linda vista da planície. Fotos e tchau!
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Entramos em Málaga, uma cidade grande e sem muitos atrativos. Circulamos, conferimos o porto, o centro, e paramos para almoçar numa salumeria bem legal.
Nota 2: Sempre almoçamos em Salumerias. São tipo delicatessen, que além da venda de produtos (presuntos, queijos e embutidos) vendem sanduiches e bebidas. Fazemos o nosso sanduiche, escolhendo o prosciutto, o fromaggio, tomates secos, e azeitonas picadas que dormem no azeite (os pães dispensam comentários). Para acompanhar, uma taça de vinho branco siciliano. Hummm!
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O próximo destino era Agrigento. Então, tomamos nosso expresso "lungo" (o expresso do italiano é um dedinho de café, fortíssimo) e pegamos 2 horas de estrada. Agrigento fica no alto de uma montanha e é muito charmosa, cheia de vielas com piso tipo mármore, muitos cafés, lojas e restaurantes. Carros só entram para deixar as malas (dormimos no B&B Cinque Novelle). Aproveitamos que o sol vai até às 20:30h, e fomos conhecer o famoso Parque Arqueológico, aos pés da cidade. Ele possui templos e monumentos gregos bem conservados. Jantamos pratos típicos e vinhos sicilianos. A principal uva para os tintos é a Nero D´Ávola. Os brancos, são ótimos, dourados e mineralizados, em função do solo da ilha.
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Pegamos as malas e seguimos em frente. Próxima parada, Siracusa, que fica a duas horas de distância. Porém, desviamos para conhecer Enna, uma cidadezinha do tamanho do Estádio do Maracanã, e que se avista ao longe, encarapitada numa montanha. Circulamos, fotografamos, tomamos café, usamos o banheiro, e partimos.

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Até Siracusa foi um bom estirão. Nossa "cachopa" (GPS com voz de portuguesa) sempre nos perguntava se queríamos evitar pedágios. Nas longas distâncias, escolhíamos as auto-estradas com pedágio. São excelentes, com centenas e centenas de tuneis, e centenas de centenas de pontes (sem exagero). Quase chegando ao destino, pegamos um temporal de verão, que deixou alagado o trecho de entrada da cidade. Entramos no (i) e conseguimos um B&B no centro de Ortígia, a ilha-bairro muito gracinha onde tudo acontece, e dá para fazer tudo a pé (dois pernoites). Na manhã seguinte, pegamos aquele ônibus vermelho de turista com ticket válido para todo o dia, e fomos conferir por que Siracusa é tão famosa. Ela tem um excelente Parque Arqueológico (do tempo dos gregos) com arena, templos, e um enorme e bem conservado teatro. Na volta, almoçamos um soberbo sanduiche, acompanhado por um refrescante branco siciliano, numa pequena mas excelente salumeira, na Via Cavour. Circulamos, pois turista tem muito é que andar, e depois, fomos nos preparar para a noite. Jantamos no lindo, bom, porém caro, restaurante Regina Luci. Piazza Duomo, 6.
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Voltamos um pouco atrás para conhecer Noto, patrimônio da Unesco. Descobrimos que lá fica a maior concentração de palácios e igrejas da Sicília. Depois de conferir tudo, fomos degustar nosso almoço numa salumeria local.
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Catânia é muito grande, com importância econômica, etc, mas sem grandes atrativos. Visitamos uma exposição de arte, pouco interessante, num antiquíssimo castelo, tiramos fotos, sorvete, banheiro, e estrada. Afinal, o destino era Taormina.
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Parei o carro num local permitido para ficar por somente 15 minutos. Corremos até o (i) e pedimos um B&B. Um senhorzinho chamado Pino (deve ser apelido de família) foi muito simpático e fez ligações. Nos indicou um bem no centro de Taormina. "Onde fica, como chego lá", perguntei aflito. Mas ele já estava falando novamente ao telefone, contando sobre seu neto. Minutos depois, entrou um outro senhor, perguntou meu nome e se apresentou: "Mario, sou o dono do B&B Casa Grazia", ali na via Jallia Bassia, 20", bem no centro. Um sujeito muito engraçado, parecia que nos conhecia há tempos. Vive no próprio B&B, com a mamãe de 90 anos, uma velhota lúcida, que usa laptop, e simpatizou com a gente (ô sorte). Não tinha vaga para duas noites, mas ela disse: "deixa comigo". Ficamos duas noite.
O Mario (veja a intimidade) colocou uma permissão para estacionar no para-brisas do nosso carro, me deu um mapa da cidade, deu dicas, explicações, descarregou as malas, tudo com a maior disposição.
Taormina fica encravada no alto de um penhasco. É uma típica cidade siciliana, só que rica, charmosa, e frequentada por "gente bacana", por isso mais cara. A cidade tem praia, mas para se chegar lá é preciso usar o teleférico, carro ou ônibus. Contratamos aquele famoso ônibus city tour vermelho, e aproveitamos para, além das praias, chegar a Castemola, uma micro-cidade encarapitada num rochedo acima de Taormina. É do tamanho do Estádio do Maracanãzinho (talvez menor).
Na primeira noite, jantamos maravilhosamente no restaurante Casa Niclodi, na Salita Humboldt, 2. É de uma família (pai, mãe e filhos faziam o atendimento). No dia seguinte, almoçamos numa salumeria e jantamos corretamente, mas sem merecer registro.

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O Etna não podia deixar de ser visitado. Existem diversas maneiras de chegar até ele. Optamos por Zafferana Etnea, uma das cidades que servem de base para conhecer o famoso vulcão. Fomos ao (i) e contratamos o guia Vicenzo (tel. 39.3403680094 / 39 3406901606 - email adifarkas@hotmail.com). Ele assumiu o volante do nosso carro e fomos em direção a uma das bocas do "bicho". O Etna não é um vulcão tradicional, como o Vesúvio. Ele é formado por um conjunto de crateras e ocupa um complexo de montanhas. Chegamos a um ponto limite e dali subimos por trilhas para chegar às suas entranhas. O passeio durou 3 horas e meia e, como recompensa, fomos levados a uma degustação de vinho, azeite e mel, produzidos na região.
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Em Messina, dormimos em uma Guest House, a Messina 41, na Viale Buccetta, 41. Ambiente moderno, confortável, com luzes indiretas e aromas ambientais e ótimo café da manhã.
É uma cidade grande, portuária, em frente à ponta da "bota". Fizemos um passeio guiado, almoçamos numa salumeria e jantamos num restaurante indicado pelo gerente da Guest House. Comida caseira e ambiente familiar são as marcas da casa.
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Milazzo é a cidade-base para os passeios às Ilhas Eólias, no mar de Tirreno. Contratamos um passeio e embarcamos para as ilhas Lipari e Vulcano, com direito a informações de um guia-marinheiro.
Em Lipari, andamos pelos arredores do centro e subimos à antiga fortaleza, no alto de um rochedo. Hoje só há igrejas e museus. Ao entrarmos num igreja simples e vazia, notamos um piano em frente ao altar. Um jovem, de bermudas e tênis, surgiu por uma das portas internas, sentou-se ao piano e tocou uma peça belíssima (não identificamos o autor), com duração de aproximadamente 15 minutos. Foi uma interpretação maravilhosa, particular e exclusiva (só nós dois e o pianista) que nos emocionou. Fomos cumprimentá-lo e parabenizá-lo pela excelente execução.
Na descida, entramos numa salumeria, na Via Garibaldi, 22, onde os donos Gilberto e Vera (nome dado à casa) nos atendeu de forma simpática e bem-humorada (ele se dizia Gilberto Gil). O sanduiche estava delicioso (ela preparava) e o vinho escolhido por ele, com comentários e explicações era realmente especial.
Embarcamos novamente para irmos até Vulcano mas, no caminho, ainda em Lipari, o barco contornou a ilha e se aproximou dos locais mais conhecidos e visitados. Em Vulcano, contratamos um barqueiro para explorar a bela ilha, em seus recantos mais famosos, como a Gruta do Cavalo (a boca da gruta lembra a cabeça do animal) e uma piscina natural, onde mergulhamos e fotografamos.
Ficamos num hotelzinho simpático e confortável, de onde saímos a pé para jantar numa cantina típica.
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Fomos conhecer Tíndari, mais uma daquelas cidades encarapitadas no cocuruto de uma montanha. Porém, ficamos hospedados em Patti, um vilarejo litorâneo onde as famílias vão passar férias a preços módicos. Chegamos já escurecendo e fomos dormir num hotel tradicional que não registramos nem o nome. Na manha seguinte, subimos para Tíndari, uma das últimas colônias gregas da Sicília. Visitamos o Santuário de Tíndari e conhecemos a Madonna Nera di Tindari e sua história, um pequeno parque arqueológico com teatro grego, e uma vista deslumbrante do mar e de Marinello . Fotografamos e descemos.
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Pegamos a belíssima autoestrada e chegamos a Cefalu, talvez o ponto mais alto dentre os inúmeros picos da nossa viagem. Ficamos 3 dias e meio (3 pernoites). A cidade é uma mistura de praia e montanha, história e comércio (lojas, cafés, gelaterias, restaurantes).
O (i) nos indicou o B&B Garibaldi, na praça de mesmo nome. O dono/administrador é uma figura muito interessante e engraçada, que nos deu muitas dicas e informações, inclusive estacionamento de rua grátis (a parte histórica e antiga, onde ficamos, não permite acesso a veículos).
Na primeira noite, jantamos na cantina Al Vicoletto, que não recomendamos. Na segunda escolhemos o ótimo Lo Scogio Ubriaco, na Via Bordonaroem, um restaurante com terraço de frente para o mar, sobre as rochas. Na terceira noite, jantamos em outro, na mesma rua, o Il Sarraceno, com uma ponte-passarela que avançava sobre as rochas até molhar as próprias pernas, onde o mar vem namorar. Sobre a passarela, somente mesas para casais, num ambiente muito romântico.
Ha duas opções para banhos de mar. Uma, tradicional, a praia com areia, barracas de sol, e famílias com crianças brincando nas águas rasas e calmas. A outra, pouco explorada e num ponto mais escondido, consiste numa descida até as rochas. Após essas pedras, a natureza construiu uma espécie de calçada (corais?) coberta por uma tapete de algas, onde as águas chegam ao tornozelo. Nessa calçada, há várias "banheiras" naturais, de diversos tamanhos. Escolhemos uma delas e ficamos de molho. De vez em quando, eu ia até a ponta e mergulhava no mar de um azul límpido e de transparência impressionante.
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Saímos cedo em direção a Palermo, e voltamos ao nosso B&B, o Vacanza Palermitane, na Via Emerico Amari, 89 - Borgo Vecchio.
No dia seguinte voamos de volta ao Brasil. Foram 15 dias inesquecíveis!

——— FIM ———

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